Moção de Congratulações pelos 33º Aniversário de Emancipação Política do Município de Canudos

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MOÇÃO Nº

 

 

A Deputada infrafirmada vem solicitar na forma regimental, que se faça inserir na ata, a presente Moção de Congratulações pelos 33º Aniversário de Emancipação Política do Município de Canudos, que ocorrerá no próximo domingo (25).

 

 

 

 JUSTIFICATIVA

 

 

A atual Canudos é a terceira Canudos da região. A primeira surgiu no século XVIII às margens do rio Vaza-Barris, a 12 km da localidade atual. Era uma pequena aldeia nos arredores da Fazenda Canudos. Com a chegada de Antônio Conselheiro e seus seguidores, em 1893, o lugar foi rebatizado como Belo Monte e passou a crescer vertiginosamente. Calcula-se que no seu auge em 1897, viviam cerca de 25 mil habitantes, sendo destruída pelo Exército durante a Guerra de Canudos (1896-1897). A segunda Canudos surgiu por volta de 1910, sobre as ruínas de Belo Monte. Seus primeiros habitantes eram sobreviventes da guerra. Depois de uma visita do presidente Getúlio Vargas, em 1940, decidiu-se construir um açude no local. Em 1950, com o princípio das obras de construção da barragem que inundaria o vilarejo, os habitantes começaram a sair, partindo para outras localidades da região, principalmente Bendegó, Uauá, Euclides da Cunha e Feira de Santana. Além disso, um novo vilarejo formou-se aos pés da barragem em construção, numa antiga fazenda chamada Cocorobó, a 20 km da segunda Canudos. Com o término das obras, o local onde ficava Canudos desapareceu por sob as águas do açude de Cocorobó em 1969. Um pequeno bairro do vilarejo ficou fora das águas, e hoje é chamado de Canudos Velho. O vilarejo de Cocorobó tornou-se município em 1985 e, aproveitando a fama do nome, foi batizada de Canudos, tornando-se assim a terceira cidade com este nome.

 

Entre 1994 e 2000, as ruínas da segunda Canudos puderam ser vistas no interior do açude, nas épocas de seca.

 

Em relação ao turismo pode-se destacar:

 

O IPMC – Instituto Popular Memorial de Canudos, que preserva o Cruzeiro de Antônio Conselheiro crivado de balas durante a guerra, além de uma coleção de arte popular inspirada na história do Belo Monte e uma pequena biblioteca sobre a guerra de Canudos e questões camponesas.

 

O Memorial Antônio Conselheiro, mantido pela UNEB, que guarda achados arqueológicos da região, além de algumas roupas e máscaras usadas na produção do filme “A Guerra de Canudos” de Sérgio Rezende.

 

A Estação Biológica de Canudos, mantida pela Fundação Biodiversitas, que cuida e preserva a espécie da Arara Azul de Lear (espécia em extinção). Esta Ave é endêmica na caatinga baiana e encontra-se ameaçada de extinção.

 

A história de Canudos é extremamente marcante para o cenário político brasileiro nos anos de 1893 a 1897, quando à época, o arraial como era conhecido, fundado pelo beato Antônio Conselheiro viveu momentos de glória e total destruição. A solidariedade e fraternidade dos Canudenses incomodou os governantes a época, causando a consequente guerra e destruição de Canudos, pelas tropas militares, dizimando milhares de pessoas que viviam na terra do conselheiro.

 

Após mais de 100 anos da guerra e 33 anos de emancipação política, a cidade de Canudos continua recebendo centena de turistas, mostrando que Canudos não morreu e está na memória do povo brasileiro, de modo especial dos baianos canudenses que não permitem que esta história seja esquecida.

 

O município de Canudos, sertão baiano, situa-se aproximadamente 400 km de Salvador e 300 de Aracaju e conta com aproximadamente 16 mil habitantes segundo o último censo do IBGE/2010. Por terra desloca-se até Juazeiro da Bahia e, de lá, toma-se a estrada para Canudos. De avião, pode-se descer em Petrolina-PE e fazer 100 km por terra até Canudos.

 

Através desta Moção de Aplauso, homenageio todos os munícipes de Canudos que preservam a história, ao Instituto Popular Memorial de Canudos – IPMC, Paróquia Santo Antônio de Canudos, UNEB, IRPA, COOPECUC, ARCAS, Projeto Canudos, Comércio local e a administração municipal, na pessoa do querido prefeito Gerônimo Rabelo que mesmo em meio às adversidades econômicas e sociais, procura não só preservar o que há de melhor na terra, na cultura e na história, mas vai em busca de melhorias que garantam bem-estar aos seus cidadãos e visitantes.

 

Dê-se conhecimento da presente Moção à Prefeitura e a Câmara de Vereadores.

 

Diante do exposto, aguardo presteza no deferimento desta solicitação.

 

 

Sala das Sessões, 22 Fevereiro de 2017.